AGORA TODOS NA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DA BAHIA PARA DIZER NÃO AO PROJETO DE LEI Nº 18.460/2009
Vejam os links:
UNIDOS PELA MORALIZAÇÃO DO TJBA!
Assistimos nos últimos 20 anos ao descaso progressivo das autoridades judiciárias com os servidores e com a máquina pública em geral. Longos anos de desleixo, ingerência, indiferença e má gestão dos recursos, colocaram o judiciário baiano na “louvável” posição de pior serviço judicante do país. O lodo dos privilégios sedimentou-se historicamente, formando uma crosta viciosa de concessões desonrosas para os justos. As disputas políticas internas de pequenos grupos, a incompetência administrativa de alguns gestores, fomentou a construção de um judiciário lento, ineficaz e insensível com as demandas da sociedade, eivado de vícios crônicos que nos colocam hoje numa lamentável posição de desconforto social. As feridas da ingerência tornaram-se tão expostas que o Conselho Nacional de Justiça nos últimos 03 anos montou acampamento na Bahia, numa nítida intervenção “oficiosa” em que juízes tornaram-se cumpridores de metas técnicas e os servidores “burros de carga”, pagadores de promessas não cumpridas, com a lata na mão, numa tentativa desumana de limpar a lama do poço, na esperança de que ainda possa brotar água limpa da nascente judiciária. Ao tocar nas feridas, o CNJ tem descoberto que o Judiciário baiano sofre de variadas e infindáveis doenças crônicas do serviço público, que vão desde ilegalidades (um contra-senso), corrupção, venda de sentenças, privilégios, má gestão, desvios éticos e morais, até o uso da máquina em proveito próprio. A justiça baiana é palco de um show de irregularidades, num espetáculo sofrível e patético para os nossos tempos, em que mais uma vez as vítimas do descaso – os servidores e a sociedade – precisam, como sempre cortar no próprio osso - pois a carne é sempre comida em outros escalões - para fazer enxertos corretivos nas fraturas expostas das vergonhas que agora se descortinam, pagando as contas do próprio algoz. Nesse momento delicado de assepsia moral, em que deveríamos formar um corpo uno, nos espanta o silêncio das instituições sociais (legislativo, OAB, AMAB, etc) e da própria sociedade, quando muito, apenas uma voz vacilante se levanta. Numa análise superficial, parece-nos que à beira do precipício, quando precisamos tomar a decisão de empurrar o corpo apodrecido, nos damos conta que precisamos dele para justificar nossos próprios desvios. A justiça ineficaz interessa a quem? A ponta do iceberg dos desvios morais começa a aparecer, o castelo dos privilégios começa a ruir. Nesse momento precisamos de mãos limpas para realizar a faxina moral a tanto esperada, devolvendo o judiciário baiano ao lugar de honradez e respeito de outrora, dando visibilidade, espaço e vez aos heróis servidores que conseguiram, nessa longa cruzada de desvios de conduta, manter-se nas trincheiras dos justos.
Joseval Campos
Feira de Santana, 27.05.2010
Cajueiro10@yahoo.com.br
07 DE MAIO – ÍNICIO DO MOVIMENTO GREVISTA.
14 DE MAIO – ASSEMBLEIA GERAL QUE DELIBEROU PELA CONTINUIDADE DA GREVE.
25 DE MAIO – ASSEMBLÉIA GERAL QUE DELIBEROU PELA CONTINUIDADE DA GREVE.
02 DE JUNHO – PREVISÃO DE VOTAÇÃO DO PROJETO DE LEI Nº 18.460/09 QUE CRIA A CET.
02 DE JUNHO – PREVISÃO DE VOTAÇÃO DO PEDIDO DE PROVIDÊNCIA NO CNJ SOBRE OS ADICIONAIS DE FUNÇÕES.
Impossível não reconhecer a revolução virtual que está colocada a partir da imensa participação dos servidores do judiciário nas comunidades do Orkut e dos milhares de acessos aos blogs informativos.
É inconteste o poder de mobilização dessas duas ferramentas, tendo em vista que as últimas assembléias não deixam dúvidas em relação a isso. No entanto, causa estranheza, ou não, que nossas lideranças sindicais não as reconheça e não canalize seu potencial informativo e aglutinador para o bem da categoria. Preferem fazer de conta que é coisa de gente irresponsável. Estão mais uma vez a perder o bonde da história ou pegando o bonde errado.
Diante disso, queremos pontuar que se a revolução está acontecendo no campo virtual, isso não se efetiva no mundo real.
Caravanas, grupos menores, servidores de todo lado tem se deslocado de suas comarcas graças à mobilização empreendida na rede. Lotamos as assembléias com uma vontade e organização pouco vista em tempos passados.
Apesar de tudo isso, não sentimos uma efetiva liderança que direcione os rumos do movimento. Podemos afirmar isso, na simples observação que as deliberações tiradas em assembléia, são encaminhadas a muito custo, quando não distorcidas ou ignoradas. Essa postura tem trazido imensos prejuízos à categoria, causando inclusive grave ameaça ao movimento paredista que vivenciamos.
São muitos os nomes que despontam graças à aglutinação vivenciada e que se somam a nomes que discutem os problemas da categoria desde os tempos dos boletins impressos. Porque não reunir essas lideranças, pessoas que pensam os problemas do judiciário na busca de uma solução para o impasse em que nos encontramos? Será que por medo de abrir espaço ao debate de idéias penaliza-se uma categoria inteira que tem, em tese, representantes para lutar pelos seus interesses?
Infelizmente, uma desejada negociação não poderá acontecer no campo virtual, mesmo considerando que a mesa diretora do TJ tem acesso a todas as discussões empreendidas, através de sua assessoria. É no mundo real que ela se dará, caso consigamos avançar no movimento.
Sabemos que existem interesses diversos no universo dos servidores, mas isso não é justificativa para não encampar a luta. Isso deveria ter sido previsto, considerando que não é desconhecido a insistente prática por parte das administrações do TJ em estabelecer pontos de diferenciação da categoria, com o intuito premeditado de dificultar sua união.
Enfim, reconhecemos e apoiamos a onda maciça de informações que tem sido socializada. No mundo onde a velocidade de comunicação é a tônica não se aceita mais a centralização típica da Idade Média, onde só os membros da Igreja detinham o conhecimento e por isso diziam apenas o que interessava.
A REVOLUÇÃO está posta no campo virtual. Agora resta mudar velhas idéias e práticas no mundo real!
Por Silvia Tavares
Diante do movimento que estamos vivenciando, com a deflagração da greve, muito tenho lido e ouvido acerca da nossa classificação funcional. Vejo constantemente expressões como “servidores novos”, “o povo dos juizados”, “servidores do interior”, “servidores da capital”, “dos extra-judiciais”. De tanto ler e ouvir, foi inevitável fazer uma reflexão sobre isso.
A Lei nº 10.845 de 27.11.2007 - LOJ dispõe sobre a Organização e Divisão Judiciária do Estado da Bahia, a administração e o funcionamento da Justiça e seus serviços auxiliares. Nela, nenhuma das designações pode ser encontrada, sendo, desta sorte, todos SERVIDORES DO PODER JUDICIÁRIO.
Nessa perspectiva, parece incoerente estabelecer novas designações que mais servem para diferenciar os servidores, naquilo que os torna iguais, qual seja, a condição de servidor público, especificamente, servidores do poder judiciário, investidos nos vários cargos da estrutura funcional do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia.
Qual a real implicação dessas novas designações? Fazer diferentes aqueles que são iguais. Em outras categorias funcionais do serviço público estadual, não encontramos “professores do interior ou da capital”, “policiais do interior ou da capital”.
Pode-se observar que nas peculiaridades cada lotação, tem-se demandas de trabalho em escalas diferentes, atribuições próprias de cada ofício ou serventia, considerando para tanto a especificidade de cada realidade.
Inegável é a existência de maior quantidade de processos na capital e nas comarcas de grande porte. Na esteira dessa constatação, conclui-se que a quantidade de servidores nessas unidades deva ser proporcionalmente maior. Por outro lado, se por vaidade ou conveniência política, antigos gestores do TJ instalaram comarcas em cidades onde não estariam presentes as prerrogativas necessárias para justificar a existência das mesmas, não nos compete agora discutir. Não existe, portanto, ato diverso praticado numa ou noutra. Todos desempenham as mesmas funções o que lhes garante a igualdade em sua condição de servidores do poder judiciário.
Em relação à composição do Tribunal de Justiça da Bahia, formado pelos órgãos judicantes, colegiados e singulares; órgãos de correição; órgãos auxiliares, judiciais e extrajudiciais e órgãos de apoio técnico-administrativo no que concerne aos servidores que neles atuam, diferenças existem no tocante à qualificação exigida para cada cargo, nas funções desempenhadas, que devem ser regulamentadas por planos de cargos e de carreira, de preferência buscando-se uma isonomia nacional.
Essa deve ser a nossa luta!
Não fugir da nossa condição de servidores públicos do poder judiciário que é o princípio básico que deve nos nortear. Devemos perseguir a justa remuneração de cada categoria funcional, escolhida a meu ver, por aptidão e identificação profissional.
Enfim, entender que todos são peças fundamentais da máquina institucional da qual fazemos parte é o ponto de partida para a construção de um verdadeiro Plano de Cargos e Salários, que não deve ser movido por pensamentos mesquinhos ao estabelecer graus de importância. Devemos sim, procurar trilhar os caminhos em busca de uma remuneração que reflita a dignidade que cada servidor merece e precisa.
